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Entrevista com o André Edgard, ex-aluno do Projeto Luz: Tecnologia e Cultura Digital

10.09.2018

André Edgard tem 22 anos, é carioca, nascido e criado na Cidade de Deus, tornou-se técnico em eletrônica e atua como fotógrafo, produtor audiovisual e educador popular. Ele é uma das vozes do “Projeto Luz: Tecnologia e Cultura Digital”, que é apoiado pelo Banco da Providência. Hoje conversamos com ele para conhecer um pouco mais sobre a sua história, relação com o projeto e medir o impacto que as oportunidades criadas pelo Banco da Providência pode gerar na vida de quem participa. 

 

BP - Como foi participar do curso "Projeto Luz: Tecnologia e Cultura Digital"? O que ele te agregou?

 

O curso de audiovisual e cultura digital apareceu para mim em um momento em que eu estava me decidindo sobre continuar em Engenharia Elétrica na UERJ ou seguir um sonho que quase sempre esteve internalizado em mim, que era trabalhar com audiovisual.  Sai da faculdade e foquei em aprender mais e mais sobre comunicação. No curso, um educador me chamou mais atenção, que foi o Jota Marques, que lecionava comunicação e produção textual, ele trouxe bastante conhecimento da academia que dificilmente chega para as pessoas de periferia, mas além desse conhecimento ele trouxe também diversas reflexões que fizeram com que exercitássemos nossa “criticidade”, e isso pra mim foi um marco importantíssimo no curso.

 

BP - Você sonha em ter qual profissão? Com o que deseja trabalhar no futuro?

 

Atualmente, graças a esse curso e ao Jota, faço parte da instituição onde fiz o curso (ASVI) e integro a equipe como educador/instrutor de audiovisual e também como fotógrafo e produtor audiovisual. Hoje trabalho com o que sou apaixonado e vejo que estou na caminhada que meu coração se sente bem. Após certo tempo trabalhando juntos, Jota, eu e outras pessoas formamos um coletivo que realiza projetos de comunicação para pensar educação. O nome do coletivo é Marginal, (o nome traz a proposta de resignificar o que é Marginal, que é utilizado de forma pejorativa, quando na verdade tem o sentido de pessoas que estão à margem dos direitos, à margem da sociedade). Nosso trabalho tem tomado cada vez mais força e credibilidade, principalmente por mostrar a potência da favela. Hoje realizamos 3 projetos, 2 com apoio, e o retorno que recebemos no sorriso de cada um que é atingido por nossas realizações é o que nos motiva cada vez mais.

 

BP - Você foi um dos três selecionados para o projeto "Jovens Comunicadores". O que pretende desenvolver lá?

 

Fui selecionado no projeto Jovens Comunicadores, realização do CIEDS em parceria com Outdoor Social, onde eles reuniram jovens do país inteiro para uma formação em comunicação para que pudéssemos produzir pautas a partir de nossos territórios. Meu desejo nesse projeto é que essa juventude diversificada, da qual faço parte, fortaleça uma rede de comunicadores comunitários que pensem na transformação de um país menos desigual.

 

BP - Você percebe que há transformação nos jovens que moram em áreas com dificuldades de acesso às políticas públicas através dos projetos de capacitação profissional que participam? De que maneira?

 

Percebo que a capacitação profissional não é o suficiente para que haja transformações eficazes em uma comunidade, mas vejo que o exercício da “criticidade” e o acesso ao conhecimento, para além de conhecimento técnico focado em trabalho, são ferramentas básicas para incrementar a potência que a periferia é.

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