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As consequências da desigualdade social

31.08.2018

 

Segundo o último levantamento do IBGE e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2017, a desigualdade social, intensificada pela recessão econômica que o Brasil vem atravessando nos últimos anos, ainda deve demorar bastante a ser superada. O estudo informa que metade dos trabalhadores tem renda média inferior a um salário e que a parcela dos 1º mais ricos recebe 36 vezes mais que os 50% mais pobres da população brasileira. Uma situação estarrecedora. Além dos diversos impactos econômicos e sociais que este desequilíbrio causa, um desdobramento às vezes pouco perceptível, mas igualmente tão sério são os efeitos psicológicos que a desigualdade social traz.

 

No caso do nosso campo de trabalho, a pobreza extrema – ou seja, indivíduos que geram menos de R$ 85 por mês – traz desdobramentos que se somados podem ter efeitos catastróficos na vida dessas pessoas. Eles muitas vezes desenvolvem uma sensação de não-pertencimento à sociedade, são vítimas de consequências por conta da falta de oportunidades tais como desemprego, educação precária, falta de acesso a serviços públicos de qualidades e chegam muitas vezes a desenvolver doenças psicológicas por conta disso. Neste último item, em especial, estamos falando de depressão e ansiedade crônica, entre outras doenças. “Isso infelizmente acontece com muita frequência, antes da possibilidade de eles terem uma capacitação profissional e se reconhecerem como cidadãos, muitos chegam a primeira fase do nosso projeto em depressão. É aí que as assistentes sociais já começam a trabalhar o olhar de potência, de tudo que eles podem ser, em vez do olhar de ausência”, conta Jocilene Julião, psicóloga e coordenadora de Capacitação do Banco da Providência.

 

O tema também foi objeto de estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fiocruz. Em um artigo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública, em 2014, pesquisadores em parceria com outras instituições investigaram a taxa de transtornos mentais comuns e suas associações com características sociodemográficas de quatro capitais brasileiras. Os resultados apontaram taxas maiores que 50% nas cidades analisadas, entre elas estava o Rio de Janeiro com 51,9%. A análise também indicou que os problemas de saúde mental são especialmente altos em mulheres, desempregados, em pessoas com baixa escolaridade e com baixa renda. Você pode ler a íntegra do artigo aqui.

 

 

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